Milton Leite diz que vive expectativa de ser o “novo Galvão” e elege torcidas do Santos e da Ponte como as mais chatas do Brasil


Milton Leite está com tudo. Com Cléber Machado de férias, o narrador do Sportv assumiu a grade paulista de futebol da Rede Globo e já caiu no gosto popular com seus bordões engraçados e seu estilo irreverente. Em entrevista à revista VIP, o profissional admite que já até pensa em se tornar o novo “número um” da emissora carioca quando Galvão Bueno se aposentar. Mas admite que isso ainda deve demorar.
“Existe uma expectativa muito grande do que vai acontecer quando ele (Galvão) parar. O Galvão disse que a Copa de 2014 será a última (que ele vai narrar), mas dois anos depois tem Olimpíada no Rio de Janeiro, então não acho que ele se aposente antes de 2016. E também não ser se a Globo tem a pretensão  de preencher a vaga dele, mas todo mundo que é da função vive uma expectativa de ser o novo número um. E a gente precisa estar preparado para isso”, diz o paulista,  de 53 anos.
Na entrevista, Milton Leite também mostra não ter medo de polêmicas e cornetou Dunga, ex-técnico da seleção brasileira. Segundo o narrador, o Brasil errou em ir à Copa do Mundo de 2010 com um treinador inexperiente: “Com certeza (teria trocado Dunga por outro técnico). Até porque eu acho que ele não era um técnico, ele nunca tinha dirigido  nada antes e nunca dirigiu nada depois. Ele fez muita bobagem”, disparou o narrador, que também não teve medo de responder a pergunta sobre qual é a torcida mais chata do Brasil.
“Vou me complicar em responder isso, mas aqui em São Paulo uma das mais difíceis é a da Ponte Preta. Lá (no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas), o pessoal da imprensa vive tendo problema. A torcida do Santos também é um pouco assim. Eles acham que a imprensa dá mais valor aos grandes da capital. Já tive problemas na Vila Belmiro duas vezes. Estava narrando e a torcida invadiu a cabine, quebrou equipamentos. Depois da segunda vez, o Sportv decidiu que a gente não ia mais transmitir da Vila. Passamos uns cinco anos sem ir lá e só voltamos agora”, declarou.