Dentro de campo, Flu foi 'atropelado', fora dele, problemas para os associados

Sócios do Flu relatam caos para assistir jogo contra o Grêmio; clube culpa empresa

Dentro de campo, Flu foi 'atropelado', fora dele, problemas para os associados
A noite que terminaria com uma pesada derrota por 3 a 0 do Fluminense para o Grêmio, começou de maneira muito pior para centenas de sócios do time das Laranjeiras. O UOL Esporte acompanhou a entrada de integrantes do plano 'sócio-futebol' no setor Leste do estádio Engenhão e entrevistou tricolores que tentavam receber suas carteirinhas. Com poucos funcionários para tantos torcedores, houve caos, empurra-empurra e até quem desistisse de acompanhar a primeira partida da equipe em casa. Em nota, o clube responsabiliza uma empresa de tecnologia.
O plano de sócio-futebol, aprovado em Assembléia Geral no Fluminense em novembro do ano passado, dá desconto de 50% e prioridade na compra de ingresso aos torcedores. Porém, a carteirinha que serve como identificação e entrada nas catracas dos estádios, ainda não foi entregue para grande parte dos novos associados. A estratégia foi distribuir o documento na porta, mas o que se viu foi uma enorme confusão, brigas e muitos torcedores que só conseguiram entrar no Engenhão após o início do jogo.

CONFUSÃO PARA SÓCIOS ENTRAREM NO ENGENHÃO

Funcionárias jogam carteirinhas de sócios do Fluminense no chão para acelerar processo
"Me associei em janeiro, mas como a carteirinha não estava pronta, me pediram para retirar na entrada do setor Leste. Como era um jogo grande, que teve um público até regular, virou tumulto. Cheguei duas horas antes, mas não existia fila, só cavaletes que deixavam tudo ainda mais desorganizado. No começo havia apenas uma funcionária e ela não conseguia resolver o problema de tanta gente. O Batalhão de Choque teve que ficar na frente para evitar alguma agressão", contou o torcedor Marcus Paulo Chedid.
A reportagem também presenciou vários sócios que já haviam comprado suas entradas, desistindo de assistir ao jogo. Outros buscavam ingressos com cambistas que cobravam até R$ 100 por um lugar. O preço dos ingressos (o mais barato para o torcedor 'comum' saia por R$ 40) também foi alvo de reclamações. No desespero, uma cena curiosa. Funcionários despejaram as carteirinhas no chão tentando procurar nomes rapidamente para evitar a fila.
"Vi muita gente que nem conseguiu receber a carteira de sócio-futebol, passando direto nas catracas apresentando o voucher de compra. Alguns receberam ingressos de outros setores que nem tinham comprado, lugares piores. Os funcionários foram xingados e ficaram com medo, mas a culpa não era só deles, foi uma situação lamentável", declarou o tricolor Luiz Garcia Ribeiro.
Em nota, o Fluminense culpa a empresa de tecnologia responsável pelo serviço. Recentemente o time das Laranjeiras contratou a Amazon para comercializar o novo plano. Outra empresa do mesmo setor, a Probid, também havia firmado um vínculo para prestar serviços no desenvolvimento do sócio-futebol.
A confusão, porém, não é nova. No ano passado, na partida da festa do título, contra o Cruzeiro, no Engenhão, muitos torcedores também se queixaram do atendimento do clube e desistiram de acompanhar o jogo. Na ocasião, a fila para retirada das carteirinhas foi alterada de local, provocando tumulto.
Confira o comunicado do clube sobre os problemas
O problema com as carteiras de novos sócios que tiveram dificuldades no acesso ao Engenhão na partida contra o Grêmio foi causado pela empresa de tecnologia responsável pelo serviço. O Fluminense pede desculpas pelo transtorno e já acionou a empresa contratada para dar explicações sobre o ocorrido.