Caio Júnior não resistiu aos tropeços iniciais no Campeonato Gaúcho e acabou sendo mandado embora do Grêmio após apenas oito jogos. A passagem relâmpago de um técnico, porém, não é novidade no Olímpico. A demissão desta segunda-feira apenas lembra dois casos recentes do clube: Vagner Mancini e Julinho Camargo.
No caso de Vagner Mancini, a demissão mostrou ainda mais impaciência. O treinador ficou no Olímpico por só seis jogos no começo do ano de 2008 e até fazia uma campanha invicta, com quatro vitórias e dois empates. Mesmo assim, o desempenho do time dentro de campo não agradava, e a direção decidiu demitir Mancini após a vitória magra por 1 a 0 sobre o fraco Jaciara (MT), pela Copa do Brasil. A passagem durou somente um mês e 14 dias.

No ano passado, o Grêmio voltou a demitir um técnico depois de apenas seis jogos no comando do clube. Após dispensar Renato Gaúcho, o clube tricolor foi buscar Julinho Camargo, até então auxiliar-técnico de Falcão no rival Internacional. A aposta, porém, acabou não dando certo. O treinador venceu um jogo, empatou três, perdeu dois e acabou demitido após um mês e três dias.

O curioso é que tanto Vagner Mancini quanto Julinho Camargo deixaram o Olímpico para a chegada de Celso Roth - e mais curioso ainda que Julinho foi interino no Olímpico após a saída de Mancini. As trocas, porém, acabaram não funcionando em nenhuma das duas vezes, e o Grêmio acabou sem títulos tanto em 2008 quanto em 2011 ­ em 2008, Roth ao menos levou o time ao vice-campeonato no Brasileiro.

Desta vez, porém, Celso Roth está fora das cogitações para assumir o time, e o nome mais forte é o de Vanderlei Luxemburgo. Caio Júnior deixa o time após um mês e 18 dias, com uma campanha de quatro vitórias, um empate e duas derrotas. O desempenho nem levaria o Grêmio às quartas de final do Gaúcho caso o Cruzeiro (RS) não tivesse perdido seis pontos no tribunal.