Em artigo para jornal inglês, Romário critica Dilma e diz que só a Fifa lucrará com a Copa

Romário apoiou Copa no país, mas se diz enganado após injeção de dinheiro público

 
Romário apoiou Copa no país, mas se diz enganado após injeção de dinheiro público

O deputado federal Romário escreveu artigo para o jornal inglês The Guardian, onde deixou clara sua posição sobre os dinheiro público usado para a viabilização da Copa das Confederações e Copa do Mundo no Brasil. O ex-atacante criticou a presidente Dilma Rouseff por, segundo ele, não seguir à promessa de que os gastos não iria onerar os cofres públicos.
Intitulado de "'Este mega evento pode aprofundar os problemas do Brasil", diz Romário'", o artigo reforça a tese de que o dinheiro usado para a Copa poderia ser investido em educação e saúde. Romário argumenta que só a Fifa ganhará com a realização dos torneios no país.
"A Fifa anuncia que terá um lucro de R$ 4 bilhões com a Copa no Brasil, livre de impostos. Esse contraste de lucro fácil contrasta com a total ausência de legados efetivos, como os da mobilidade urbana. A presidenta Dilma Rousseff repete o ex-presidente Lula, afirmando que realizaremos "a melhor Copa de todos os tempos". Não creio, pois falhamos no item básico, o de deixar à população um legado que orgulhasse a todos nós. Até aqui, só a FIFA está lucrando e é por isso, também, que a população vai às ruas para protestar, com razão".
O deputado federal se diz enganado pela organização da Copa, destacando que Lula e Dilma alteraram discursos.
Segundo Romário, a promessa inicial era de que não haveria forte injeção de recursos públicos nas obras dos estádios para a Copa do Mundo. Além disso, o orçamento previsto para receber o Mundial era muito inferior aos valores atuais apresentados.
Avalie os estádios da Copa das Confederações
Romário acrescenta que não saíram do papel projetos de infraestrutura em cidades envolvidas nos torneios, serviços que trariam enorme benefício ao povo.
"Ainda no governo do então presidente Lula da Silva, a proposta era termos um evento com participação maciça da iniciativa privada e transparência nos gastos públicos. Ocorreu exatamente o contrário", frisa.