Ferguson faltou à coletiva e seu assistente justificou: "ele está perturbado"
Uefa abre processo contra United por ausência de Ferguson em coletiva
A Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) abriu nesta quarta-feira um processo disciplinar contra o Manchester United por causa da ausência do técnico Alex Ferguson na coletiva de imprensa após a derrota em casa para o Real Madrid pela da Liga dos Campeões na última terça.
No lugar de Ferguson, seu assistente Mike Phelan atendeu aos repórteres e esclareceu que o técnico não tinha condições de dar entrevista porque estava “perturbado” com a controversa expulsão do jogador Nani, que marcou a reação do Real Madrid no momento em que o Manchester estava na frente na partida. O time inglês perdeu por 2 a 1 e acabou eliminado nas oitavas de final.“A Uefa abriu um processo contra o Manchester United pelo não cumprimento das obrigações perante à mídia pelos técnicos e jogadores”, comunicou a entidade que rege o futebol europeu. Além de Ferguson, o clube também blindou os jogadores. Nani, personagem chave da partida, foi um dos que saíram dizendo que não tinham permissão para falar.
O meia português também enfrentará processo disciplinar da Uefa, rotineiro para quem leva cartão vermelho. Nani foi expulso aos 10 minutos do segundo tempo após acertar Arbeloa com o pé durante uma disputa de bola. O juiz turco Cuneyt Çakir interpretou que houve agressão, mas o lance gerou polêmica.
Os jornais ingleses foram unânimes em contestar a marcação do árbitro. O tabloide Daily Mail, por exemplo, afirmou que o Manchester United foi “roubado” e que Nani “mirava somente a bola”. O moderado Independent afirmou que foi “um ataque do juiz à ordem natural do jogo”. O Times ressaltou que o lance era “no máximo para cartão amarelo”.
Nem todos concordaram com Ferguson e a mídia inglesa. O ex-capitão do Manchester United Roy Keane entendeu que a jogada foi perigosa e defendeu o cartão vermelho para Nani: “É preciso tomar cuidado com os outros jogadores no campo”.
