UMA HIPÓTESE PARA PATOO Dr. Osmar de Oliveira é o único jornalista esportivo que trabalhou em todos os canais de TV aberta em São Paulo.
Na recente contratação de Pato pelo Corinthians, o que mais se falou foi de um histórico de lesões musculares nos 5 anos em que jogou no Milan. Esse tipo de lesão é muito frequente em jogadores que passam a atuar em alguns times europeus, vindos de outros continentes.
A adaptação à temperatura mais fria, aos costumes locais e à alimentação, embora possa atrapalhar, não pode ser considerada como o vilão da história.E depois de 5 anos, não se pode falar de adaptação para um jovem de 23 anos,
É voz corrente e fato notório que na Europa treina-se menos que aqui. Mas o alto rendimento físico de muitos times de lá também é evidente. Porém times que jogam em alta velocidade e com muita marcação, apresentam maiores estatísticas de lesões musculares e tendinosas. Inversamente esse tipo de lesão é rara, por exemplo, no Barcelona, que faz da técnica apurada, dos deslocamentos calculados e da obsessão pela posse de bola a sua arma principal.
Evidentemente deve haver algum fator para explicar essa disparidade nas lesões no futebol europeu.
Faço aqui uma suposição científica baseada na experiência de tantos anos de trabalho e sei que muitos médicos do esporte, fisiologistas e preparadores físicos não refutarão esta tese, sem grandes reflexões sobre ela.
É o seguinte : a creatina deve estar sendo usada por lá sem os devidos critérios e sem a observância dos cuidados necessários. Ela é um aminoácido fabricado pelo próprio organismo e fundamental nos piques, nas explosões, dos atletas profissionais de algumas modalidades. Ela não é considerada uma substância proibida pelas leis esportivas. Aqui no Brasil, depois de algumas dúvidas, tem até liberação de comércio pela ANVISA ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em pó ou em xarope, ela provoca hipertrofia muscular ( o músculo fica aumentado de volume e portanto mais forte). Sabidamente é muito usada no futebol europeu !
Mas como todo suplemento alimentar ela também tem seu inconveniente. E a creatina provoca retenção de líquido no tecido muscular, como se fosse um inchaço dentro da fibra e no líquido extra-celular. E aí mora o perigo… O volume muscular de uma coxa por exemplo é visivelmente maior com o uso da creatina, mas também a custa desse inchaço. Isso deixa pontos de desarranjo estrutural facilitando as lesões musculares, desde um edema, uma simples contratura e até uma rutura. E os tendões que são os cabos musculares que tracionam os ossos acabam sentindo também. Mal comparando é como se você coloca 30 libras em 3 pneus e deixa um deles com 28. Você percebe isso no próprio volante.
Vários trabalhos científicos desaconselham o uso contínuo por longo tempo de creatina e recomendam suspensões mesmo que temporárias depois de 6 meses seguidos de ingestão. Suponho que com Pato ( e tantos outros) não houve esse cuidado. Houve época que o Milan o encaminhou a um especialista na Alemanha e depois a um outro nos Estados Unidos e nenhum deles percebeu que o problema estava numa ” ingênua” latinha de pó .
Penso assim. Suponho assim. Não estou afirmando nada. Mas acho que dificilmente estou errado. Medicina não é ciência exata, mas se Pato não tiver lesões musculares ( a não ser aquelas que aconteceriam de qualquer jeito) nessa sua passagem pelo Corinthians, é porque aí estava o fio da meada
A adaptação à temperatura mais fria, aos costumes locais e à alimentação, embora possa atrapalhar, não pode ser considerada como o vilão da história.E depois de 5 anos, não se pode falar de adaptação para um jovem de 23 anos,
É voz corrente e fato notório que na Europa treina-se menos que aqui. Mas o alto rendimento físico de muitos times de lá também é evidente. Porém times que jogam em alta velocidade e com muita marcação, apresentam maiores estatísticas de lesões musculares e tendinosas. Inversamente esse tipo de lesão é rara, por exemplo, no Barcelona, que faz da técnica apurada, dos deslocamentos calculados e da obsessão pela posse de bola a sua arma principal.
Evidentemente deve haver algum fator para explicar essa disparidade nas lesões no futebol europeu.
Faço aqui uma suposição científica baseada na experiência de tantos anos de trabalho e sei que muitos médicos do esporte, fisiologistas e preparadores físicos não refutarão esta tese, sem grandes reflexões sobre ela.
É o seguinte : a creatina deve estar sendo usada por lá sem os devidos critérios e sem a observância dos cuidados necessários. Ela é um aminoácido fabricado pelo próprio organismo e fundamental nos piques, nas explosões, dos atletas profissionais de algumas modalidades. Ela não é considerada uma substância proibida pelas leis esportivas. Aqui no Brasil, depois de algumas dúvidas, tem até liberação de comércio pela ANVISA ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em pó ou em xarope, ela provoca hipertrofia muscular ( o músculo fica aumentado de volume e portanto mais forte). Sabidamente é muito usada no futebol europeu !
Mas como todo suplemento alimentar ela também tem seu inconveniente. E a creatina provoca retenção de líquido no tecido muscular, como se fosse um inchaço dentro da fibra e no líquido extra-celular. E aí mora o perigo… O volume muscular de uma coxa por exemplo é visivelmente maior com o uso da creatina, mas também a custa desse inchaço. Isso deixa pontos de desarranjo estrutural facilitando as lesões musculares, desde um edema, uma simples contratura e até uma rutura. E os tendões que são os cabos musculares que tracionam os ossos acabam sentindo também. Mal comparando é como se você coloca 30 libras em 3 pneus e deixa um deles com 28. Você percebe isso no próprio volante.
Vários trabalhos científicos desaconselham o uso contínuo por longo tempo de creatina e recomendam suspensões mesmo que temporárias depois de 6 meses seguidos de ingestão. Suponho que com Pato ( e tantos outros) não houve esse cuidado. Houve época que o Milan o encaminhou a um especialista na Alemanha e depois a um outro nos Estados Unidos e nenhum deles percebeu que o problema estava numa ” ingênua” latinha de pó .
Penso assim. Suponho assim. Não estou afirmando nada. Mas acho que dificilmente estou errado. Medicina não é ciência exata, mas se Pato não tiver lesões musculares ( a não ser aquelas que aconteceriam de qualquer jeito) nessa sua passagem pelo Corinthians, é porque aí estava o fio da meada