Haddad “agradece” apoio de Sanchez cobrando dívida do Corinthians
Na eleição municipal do ano passado, quando a situação apertou e o PT sentiu-se ameaçado de nem ir para o 2º turno, o candidato Fernando Haddad foi correndo pedir o apoio de Andrés Sanches. Pediu e conseguiu.
E qual foi o primeiro grande ato de Haddad prefeito de São Paulo? Cobrar do Corinthians uma multa de R$ 990 mil por danos ambientais causados na várzea do Rio Tietê, na altura do Parque Ecológico, na Zona Leste da cidade. A autuação originalmente é de maio de 2010, da época da reforma do CT, mas o processo ficou parado na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
É claro que a Prefeitura tem todo o direito de cobrar e executar dívidas dos contribuintes. É evidente que se o Corinthians cometeu uma irregularidade, precisa pagar por ela. Mas, em menos de uma semana de mandato, o mínimo que Haddad poderia fazer para retribuir o apoio que recebeu seria submeter o clube, por exemplo, a um Termo de Ajuste de Conduta.
A esmagadora maioria dos clubes de futebol tem pendências com o governo, seja na esfera federal, estadual ou municipal. Ao longo dos anos, quase todos deixaram de recolher encargos e tributos e acumulam dívidas impagáveis. Se fosse pra cobrar pra valer, muitos fechariam as portas. A Timemania, uma loteria criada para ajudar esses clubes – embora ainda não tenha alcançado os resultados desejados – foi uma demonstração de sensatez do governo federal para achar uma solução.
É como diz um velho ditado: “Para os amigos, a lei; para os inimigos, os rigores da lei”.