Grêmio monta defesa para Conmebol e não acredita em perda de mando na Libertadores

O departamento jurídico do Grêmio ainda aguarda uma notificação oficial da Conmebol sobre a queda do alambrado da Arena, durante o jogo contra a LDU, no dia 30 de janeiro. O contato da entidade sul-americana abrirá um novo flanco nos desdobramentos do incidente, mas não gera receio de uma interdição do estádio por parte da organizadora do torneio.
O Grêmio acredita que será notificado pela Conmebol ainda nesta semana. A partir disto vai ganhar um prazo para apresentação de defesa, que pode ser de até 10 dias. Após esta etapa, o caso será avaliado por um tribunal de disciplina. E aí a sanção será divulgada. Podendo ser multa, perda do mando de campo ou até partida com portões fechados.
De todas as possibilidades, os advogados acreditam que a mais branda é também aquela mais possível de ser escolhida. A base para o raciocínio é o histórico da Conmebol: sem ação do gênero.
“O prejuízo ao jogo, somente ao jogo, foi muito pequeno. De fato houve um prejuízo ao público, mas a partida foi paralisada por poucos minutos. A organização agiu em tempo recorde”, disse ao UOL Esporte o advogado do Grêmio Gabriel Viera. “Honestamente não me lembro de uma perda de mando de campo definida a partir da Conmebol”, completou.
A queda da divisória fez o Grêmio interditar temporariamente o local. O Ministério Público e a Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul querem mudanças no setor para autorizar o uso da Arena.
No movimento conhecido como avalanche, para comemorar o gol da vitória contra LDU, a torcida do Grêmio acabou quebrando a divisória entre arquibancada e gramado, na noite de quarta. Dez caíram no fosso, oito se machucaram, três foram transferidos para o Hospital de Pronto Socorro, mas já foram liberados.