Cada dia menos titular, Emerson Sheik pode estar de saída

postado por Marcondes Brito 
 
Emerson Sheik, herói da conquista da Libertadores, pode estar de saída do Corinthians. Os problemas extracampo, a ameaça de prisão e a recente condição de reserva podem facilitar a sua transferência. O próprio clube estaria esperando ansiosamente uma proposta do futebol árabe – onde Emerson virou “Sheik” – para livrar-se de um jogador que está se transformando num problema constante. Ainda mais agora que Alexandre Pato começou a despachar. A seguir, leia entrevista de Reinaldo Pitta, agente de Emerson, ao jornal Diário de São Paulo:
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‘O Emerson está triste por problemas extracampo’
DIÁRIO: Durante o jogo contra o Millonarios, quando ficou no banco, Emerson expressou para os fotógrados sua insatisfação. Como você vê isso?
REINALDO PITTA_ Não fiquei sabendo disso. Inclusive, falei com ele no dia seguinte e o senti seguro de que vai virar titular.
Ele não se mostrou irritado?
O Emerson está triste por problemas extracampo. Estão dizendo que ele vai ser preso, mas a verdade é bem diferente: o Ministério Público pediu sua condenação (por ter comprado dois carros contrabandeados). Entre pedir a condenação e ser preso há distância gigante.
O Emerson tem alguma proposta no momento?
Agora, agora, não. Até porque os mercados estão todos fechados no exterior e ele está focado na Libertadores.
Você acha que deixar o clube seria bom para ele?
Precisamos ver daqui a uns três meses, para saber como vai estar a situação dele no Corinthians. Clube interessado nele certamente haverá.
Concorda com a multa pelos atrasos aplicada pelo Timão?
Se ele errou, tem de aceitar a multa. Faz parte do futebol.
Diretoria do clube se irrita com comportamento de ‘juvenil’
Diretoria e comissão técnica fazem de tudo para evitar crises no elenco. Não à toa, apesar de jogadores consagrados ficarem no banco de reservas, não se teve notícia de um grande problema no grupo. Justamente por esse motivo, o comportamento de Emerson vem incomodando.
Dirigentes já se cansaram de dar puxões de orelha no atacante e, aparentemente, multá-lo não tem surtido o efeito esperado.
“O Emerson, às vezes, tem comportamento de juvenil. Você fala uma vez, duas e os problemas voltam a acontecer”, disse um membro da diretoria corintiana que pediu para não ser identificado. “Não dá para reclamar de nada quando ele está aqui. Sempre se doa e se dedica. Mas as atitudes que toma fora de campo acabam irritando”, emendou