Sônia dá adeus ao JASC


Atleta concordiense se despede dos Jogos Abertos nas disputas que estão sendo realizadas em Caçador.
 
 
Sônia dá adeus ao JASC


Depois de 22 anos de carreira, período em que conquistou mais de 500 medalhas, Sônia Ficagna, 34 anos, atleta de Brusque, resolveu parar com o esporte de alto rendimento. E o momento escolhido para esta decisão foram os 52º Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), que ocorrem até o dia 17 em Caçador, no Meio-Oeste catarinense.
Nesta sexta-feira, último dia de disputa do atletismo, Sônia está escalada para a prova dos 4x400m rasos e dará adeus às pistas dos Jasc. Será a terceira e derradeira participação nestes Jogos Abertos. Nesta quinta-feira, ela largou nos 800m rasos, mas logo desistiu, debilitada por uma crise de sinusite.
Na quarta-feira foi a vez dos 400m, sua especialidade. Antes da final, Sônia cumpriu seu ritual: na pista, desta vez com o sentimento de nostalgia: fixou os pinos nos blocos de saída, mas na mente passava um filme de sua trajetória composta por 40 medalhas em Jogos Abertos -: 28 de ouro, nove de prata e três de bronze.
 Na prova dos 400m, ela era a favorita, mas viu a amiga Gerlúcia Paulino da Silva, de Concórdia, vencer a prova, cabendo a Sônia a segunda colocação. No pódio, abraçada com outras competidoras e com a medalha de prata no peito, a atleta chorou. “Nos Jasc foram 19 anos de aprendizado, conheci grandes pessoas e vivi momentos maravilhosos”, desabafou. Nas quase décadas de Jogos Abertos, ela disputou, além dos 400 metros, os 100m, 200m, 800m, 1.500 m, além dos revezamentos 4x100m e 4x400m.
 Nos últimos anos, Sônia já não conseguia conciliar a vida de atleta com a de professora universitária da Universidade de Fortaleza (Unifor) e da Universidade Católica do Ceará. “Nos últimos 11 anos saio do Ceará só para competir os Jasc e como tenho muita atividade na vida acadêmica, não conseguia mais treinar as quatro horas necessárias para uma boa preparação. Conseguia, no máximo, uma hora e isso quando tinha vaga na agenda”, conta.
 Professora das disciplinas de Atletismo e Primeiros Socorros nas duas faculdades, Sônia ainda tem que se desdobrar para dar conta de outras atividades dentro da Unifor, como coordenar a seleção universitária, a escola de esporte e ainda trabalhar no Centro Nacional de Treinamento de Atletismo. A ida ao Ceará ocorreu em 2000 em razão dos estudos. “Recebi bolsa estudantil e fui”, revela a atleta.
 Sônia começou a carreira de atleta aos 12 anos de idade, na escolinha de atletismo de Concórdia, cidade onde foi morar após nascer em São Jorge do Oeste (PR). Após as primeiras competições, já na fase adulta, competiu, além de Concórdia, por Itajaí, Balneário Camboriú, Blumenau e por fim Brusque, município que ela representa desde 2010. “Entre Jasc, Olesc e Joguinhos, tenho mais de 500 medalhas, na verdade, nem sei quantas são”.
(fonte fesporte)