10 fatos que culminaram na queda de Felipão
Eliminações para Goiás e Guarani, briga com dirigentes e jogadores e o penúltimo lugar no Brasileirão culminaram na queda do treinador
A segunda passagem de Luiz Felipe Scolari pelo Palmeiras se encerrou nesta quinta-feira
Fora do G-4 em 2010
Ao assumir a equipe em junho de 2010, Felipão tinha como meta a vaga para a Libertadores, mas fracassou. O Palmeiras terminou a competição em décimo lugar, assegurando apenas a vaga para a Copa Sul-Americana.
Eliminação para o Goiás na Sul-Americana
A equipe dirigida pelo gaúcho tinha sua grande oportunidade de conquistar um torneio internacional. Na semifinal da Sul-Americana, o Verdão foi eliminado pelo Goiás em pleno Pacaembu.
Eliminação para o Corinthians no Paulistão
Considerado um dos favoritos para o título paulista, o Palmeiras fez bela campanha na primeira fase e terminou na segunda posição. Nas semifinais, o time de Felipão foi eliminado para o Corinthians na decisão por pênaltis.
Palmeiras 0 x 6 Coritiba
No dia 5 de maio de 2011, Felipão sofreu o seu maior vexame como treinador alviverde. Pelas quartas de final da Copa do Brasil, o Palmeiras levou uma goleada de 6 a 0 do Coritiba, no confronto de ida, e foi eliminado, depois de vencer na capital paulista por 2 a 0.
Briga com a DIS
Em junho de 2011, Luiz Felipe Scolari barrou Tinga - nem no banco de reservas o meia ficou. O jogador pertencia ao grupo de investimento DIS, que na visão de Felipão seduzia os jogadores para que eles aceitassem propostas de clubes do exterior. Já o grupo afirmou que o afastamento do meia foi por conta de “questões religiosas”. Tinga foi afastado e declarou que não tinha mais condições de atuar pelo clube.
Eliminação para o Vasco na Sul-Americana
O Verdão enfrentou o Vasco pela segunda fase da competição internacional. Na primeira partida no Rio, vitória vascaína: 2 a 0. Em São Paulo, o Palmeiras venceu por 3 a 1, mas o gol fora de casa eliminou os paulistas.
Luta contra o rebaixamento
Após passar o ano reclamando que não tinha elenco, Felipão e Palmeiras repetiram a fraca campanha de 2010 e terminaram o Brasileiro na décima colocação, garantindo apenas a vaga para a Copa Sul-Americana. Antes, porém, o Alviverde viveu o drama da ameaça de rebaixamento, que não foi pior porque o time reagiu na reta final.
Briga com Kleber e João Vítor
Em outubro de 2011, o volante João Vítor foi agredido por torcedores em frente ao estádio Palestra Itália. Segundo o jogador, as agressões partiram dos palmeirenses, que chutaram seu carro. Mas, para Felipão, a história foi diferente. Quem teria incentivado a briga foi o meia do Palmeiras. Na sequência veio o problema com Kleber. O jogador ficou revoltado pela falta de atitude da diretoria após a agressão a João Vitor e disse que o técnico gostava de expor os atletas. Sem clima no clube, o jogador se transferiu para o Grêmio.
Briga com Frizzo
Em janeiro deste ano, Felipão enviou uma lista de 12 atletas para serem contratados pela diretoria palestrina - grandes reforços ou, em como ele mesmo dizia, os "camarões". Mas o treinador teve que se contentar com jogadores com Juninho, Daniel Carvalho e Román. A falta de reforços de peso tirou a paciência de Felipão, que culpou dirigentes - especula-se que o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo - por prejudicar as negociações com "piadas" e deixar o Palmeiras sem as contratações.
Eliminação para o Guarani no Paulistão
Com poucos reforços e muita cobrança, o Palmeiras iniciou o Paulistão com boa campanha. Mas do meio para o fim da fase de classificação, o clube despencou da segunda para quinta posição. Nas quartas, jogando na casa do adversário por conta do quinto lugar, o Palmeiras foi eliminado depois de perder por 3 a 2. Foi a senha para uma nova crise e dúvidas sobre a permanência de Felipão no cargo.
Penúltimo lugar no Brasileirão
Depois de conquistar a Copa do Brasil, único feito de Felipão em seu retorno ao Palmeiras, o time começou a despencar no Brasileirão. A derrota para o Vasco por 3 a 1, o 14º tropeço no campeonato, levou a equipe para a penúltima colocação e, após reunião nesta quinta, custou o cargo do treinador.