Green Hell volta e reforça a mística do Coritiba invencível no Couto Pereira

Organização prepara um 'Inferno Verde' dentro do estádio. Festa estava proibida desde 2009, mas volta em versão tecnológica com 140 refletores

Preparativos do Green Hell no Couto Pereira Coritiba x Palmeiras (Foto: Gabriel Hamilko / GLOBOESPORTE.COM)
Concentrados, os jogadores do Coritiba fazem a sua parte e trabalham em segredo visando à recuperação que pode valer o título da Copa do Brasil - no primeiro jogo da decisão, o Coxa perdeu por 2 a 0 para Palmeiras e precisa vencer por três gols para ser campeão. Se devolver o 2 a 0, a final irá para os pênaltis. Fora dos mistérios no Alto da Glória, a torcida prepara um surpresa inédita e nunca vista nos estádios brasileiros. Será o Green Hell tecnológico, que promete relembrar os tempos em que o Couto Pereira era iluminado com os fogos de artifício de cor verde. Mas, desta vez, luzes e gelo seco substituirão a pirotecnia.
O inovador "Inferno Verde" retorna ao Couto Pereira numa versão adaptada. Com a proibição de fogos de artifício e sinalizadores no estádio, o Green Hell  será feito por 140 refletores e 60 máquinas de fumaça, além de algumas dezenas de canhões de luzes verdes instalados ao lado do gramado. A expectativa é que o espetáculo dure de dez a 15 minutos, começando na entrada dos jogadores em campo.
Testes do Green Hell Tecnológico que será realizado na final da Copa do Brasil, entre Coritiba e Palmeiras (Foto: Divulgação / Coritiba)Testes do Green Hell no Couto Pereira (Foto: Divulgação / Coritiba)
A iniciativa foi totalmente financiada pelos torcedores do Coritiba, que acumularam mais de R$ 95 mil - a meta era R$ 77 mil. O dinheiro excedente, contam os organizadores, será usado para ampliar os recursos do Green Hell.
O Green Hell será feito por 140 refletores, 60 máquinas de fumaça, além de dezenas de canhões de luzes verdes instalados ao lado do gramado
- É uma festa preparada para surpreender e incrementar ainda mais a final, com uma diferença: nunca foi feita por clubes. Novamente será um Green Hell pioneiro. Contratamos uma empresa especializada em festas com luzes e pretendemos mostrar a força da torcida do Coritiba no Couto Pereira. Eu acredito no título, e podemos aterizar ainda mais o Palmeiras - explica Juce Chaves.
A Mística do Inferno Verde: Coritiba invencível
A festa organizada pela torcida começou em 2009, durante uma Copa do Brasil, e repetida outras oito vezes sempre sem derrotas. Foram sete vitórias e dois empates.
A primeira edição aconteceu na semifinal da Copa do Brasil de 2009, contra o Internacional. Na partida de ida, o clube paranaense havia perdido por 2 a 0 no Beira-Rio. Na volta, o Coxa foi recebido pela festa e venceu por 1 a 0, resultado insuficiente para a classificação inédita.

Green Hell da torcida do Coritiba (Foto: André Raittz/Divulgação)   Green Hell original, com fogos de artifício (Foto: André Raittz/Vanguard Photo Parlour)
Após a Copa do Brasil, a comissão organizadora preparou mais oito shows de luzes, contra Grêmio (2 a 1), Palmeiras (1 a 0), Corinthians (1 a 1), Atlético-PR (3 a 2), Atlético-MG (2 a 1), Portuguesa (2 a 0), Atlético-PR (2 a 0) e Fluminense (1 a 1).
A proibição de fogos de artifícios pelo Estatuto do Torcedor e o ano difícil do Coritiba em 2009, quando caiu para a Segunda Divisão, desestimularam novas edições, que foram substituídas por chuvas de papel picados e rolos de papel higiênico. Agora, com a final da Copa do Brasil pela segunda vez, a torcida voltou a se mobilizar - em 2011, o Coxa perdeu a decisão para o Vasco.
- Tinha a proibição, mas nós já pensávamos em inovar. O problema é que tinha todo o drama da queda, e fazer um espetáculo desse na Série B não garantia muita mobilização - conta Chaves.
Serão usados 140 refletores verdes no Couto Pereira