Um Avaí nanico


Foto Sirli Freitas - Agencia RBS
Quatro chutes à gol. Três sem perigo e um pênalti convertido por Marquinhos. Se esse tivesse sido o gol da vitória do Avaí já seria um scout preocupante, mas faltou combinar com a colonada do Oeste para não converterem quatro das cerca de 10 pichotadas à meta de Aleks. Aleks que conseguiu a proeza de falhar em três deles.
Grama alta, aquela vagabunda de jardim, iluminação à base de querosene e pomboca, mas nada disso serve para ofuscar o mérito da Chapecoense em seu domínio absoluto nos 90min da partida. Poucas vezes testemunhamos uma superioridade tão escancarada.
Ocuparam todos os espaços, alugaram o meio de campo, anularam nossos laterais e correram como se não houvesse amanhã. Teve até assistência de Ronaldo Capixaba para o gol de um companheiro. Juro por Deus.
É claro que ainda é cedo para terra arrasada. Não vamos pirar o cabeção. Estamos na segunda rodada, o time ainda está sendo formatado e mais um ou dois bons jogadores estão à caminho. Emtretanto, é fácil enxergar que o Avaí precisa de um goleiro, uma zaga mais consistente, um lateral-esquerdo e um atacante de referência.
O maior problema da derrota de ontem, além da passividade com que a goleada de 4x1 foi admitida, é que agora o Avaí já não pode mais ser campeão invicto. Isso sim é motivo de tristeza. No mais, toca pra Cri-ciúme recuperar o moral largado em Xanxerê.